terça-feira, 16 de dezembro de 2014

“América Latina é o continente da esperança”, disse o papa Francisco

O papa Francisco presidiu, no dia 12 de dezembro, uma celebração em honra a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. O arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, concelebrou com o pontífice na Basílica de São Pedro, juntamente com outros bispos e cardeais.

Em sua homilia, o papa afirmou que a América Latina é o continente da esperança.  “Porque para ela esperam-se novos modelos de desenvolvimento que conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e igualdade com reconciliação, desenvolvimento científico e tecnológico com sabedoria humana”, disse Francisco.

Durante entrevista à Rádio Vaticano, dom Damasceno expressou agradecimento ao papa pelo convite. “Me honra muito, e também a nossa Conferência Episcopal do Brasil, esse convite em concelebrar com o papa. Francisco é o primeiro papa latino-americano que presidiu de uma maneira mais solene essa celebração de Nossa Senhora de Guadalupe”, disse o cardeal.

Ainda, durante a missa, o papa Francisco confiou a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe bênçãos “para a evangelização de seus povos, para o crescimento em humanidade e para a construção de condições de paz, justiça e unidade entre suas nações irmãs”.

Celebrada em espanhol, a missa foi acompanhada por instrumentos típicos do folclore latino-americano e cantos da missa criola, composta por Ariel Ramirez.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Comunidades Paroquiais Encerram Suas Festividades

Nossa Senhora de Guadalupe
No ultimo final de semana, três comunidades da Paróquia Catedral de Santo Antônio festejaram suas padroeiras. No dia 12 de Dezembro, a Comunidade Guadalupe realizou o encerramento da Festividade de Nossa Senhora de Guadalupe. As 18:00h  deu-se inicio a procissão luminosa, onde percorreu algumas ruas da comunidade. Retornando a capela deu-se continuidade a celebração, que foi presidida por Pe. Raimundo Brito, pároco da Catedral de Santo Antônio.

Santa Luzia
Também no dia 12, a Comunidade Canaã antecipou o encerramento da festividade de sua padroeira, Santa Luzia. As 19:30h, foi realizada a Santa Missa presidida por Pe. Saris Verde, vigário da Catedral de Santo Antônio, onde ministrou, também, o Sacramento do Batismo.

No dia 13, a Comunidade Vila Gusmão realizou a ultima noite do festejo em honra à Santa Luzia. As 18:00h, teve inicio a procissão luminosa, que percorreu algumas ruas da comunidade. Ao retornar a capela, que estava completamente lotada, deu-se continuidade a Santa Missa, presidida por Pe. Raimundo Brito. 

Que essas festividades, possam servir de ânimo e fortalecimento na fé, daqueles que nelas participaram. E que Deus abençoe a todos que ajudaram e esforçaram-se para que essas festas acontecessem.

Veja fotos abaixo:

- Festejo de Nossa Senhora de Guadalupe










- Festejo de Santa Luzia (Com. Vila Gusmão)












sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz

Papa Francisco
Por ocasião do Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro de 2015, o papa Francisco enviou mensagem em que propõe reflexão sobre os conflitos e guerras ideológicas entre as religiões e países, chamando atenção para a necessidade do diálogo e da paz. O papa alerta, ainda, para as diferentes formas de escravidão existentes no mundo e que é preciso “considerar todos os homens, ‘já não escravos, mas irmãos’.

Ao final da mensagem, Francisco convoca os cristãos para que sejam “artífices da globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e que Deus coloca nas nossas mãos”.

Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVIII DIA MUNDIAL DA PAZ

1º DE JANEIRO DE 2015



JÁ NÃO ESCRAVOS, MAS IRMÃOS



1. No início de um novo ano, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus para a humanidade, desejo dirigir, a cada homem e mulher, bem como a todos os povos e nações do mundo, aos chefes de Estado e de Governo e aos responsáveis das várias religiões, os meus ardentes votos de paz, que acompanho com a minha oração a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais. Rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum de colaborar com Deus e com todas as pessoas de boa vontade para a promoção da concórdia e da paz no mundo, saibamos resistir à tentação de nos comportarmos de forma não digna da nossa humanidade.

Já, na minha mensagem para o 1º de Janeiro passado, fazia notar que «o anseio de uma vida plena (…) contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar».[1] Sendo o homem um ser relacional, destinado a realizar-se no contexto de relações interpessoais inspiradas pela justiça e a caridade, é fundamental para o seu desenvolvimento que sejam reconhecidas e respeitadas a sua dignidade, liberdade e autonomia. Infelizmente, o flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem fere gravemente a vida de comunhão e a vocação a tecer relações interpessoais marcadas pelo respeito, a justiça e a caridade. Tal fenômeno abominável, que leva a espezinhar os direitos fundamentais do outro e a aniquilar a sua liberdade e dignidade, assume múltiplas formas sobre as quais desejo deter-me, brevemente, para que, à luz da Palavra de Deus, possamos considerar todos os homens, «já não escravos, mas irmãos».

À escuta do projeto de Deus para a humanidade

2. O tema, que escolhi para esta mensagem, inspira-se na Carta de São Paulo a Filemon; nela, o Apóstolo pede ao seu colaborador para acolher Onésimo, que antes era escravo do próprio Filemon mas agora tornou-se cristão, merecendo por isso mesmo, segundo Paulo, ser considerado um irmão. Escreve o Apóstolo dos gentios: «Ele foi afastado por breve tempo, a fim de que o recebas para sempre, não já como escravo, mas muito mais do que um escravo, como irmão querido» (Flm 15-16). Tornando-se cristão, Onésimo passou a ser irmão de Filemon. Deste modo, a conversão a Cristo, o início de uma vida de discipulado em Cristo constitui um novo nascimento (cf. 2 Cor 5, 17; 1 Ped 1, 3), que regenera a fraternidade como vínculo fundante da vida familiar e alicerce da vida social.

Lemos, no livro do Gênesis (cf. 1, 27-28), que Deus criou o ser humano como homem e mulher e abençoou-os para que crescessem e se multiplicassem: a Adão e Eva, fê-los pais, que, no cumprimento da bênção de Deus para ser fecundos e multiplicar-se, geraram a primeira fraternidade: a de Caim e Abel. Saídos do mesmo ventre, Caim e Abel são irmãos e, por isso, têm a mesma origem, natureza e dignidade de seus pais, criados à imagem e semelhança de Deus.

Mas, apesar de os irmãos estarem ligados por nascimento e possuírem a mesma natureza e a mesma dignidade, a fraternidade exprime também a multiplicidade e a diferença que existe entre eles. Por conseguinte, como irmãos e irmãs, todas as pessoas estão, por natureza, relacionadas umas com as outras, cada qual com a própria especificidade e todas partilhando a mesma origem, natureza e dignidade. Em virtude disso, a fraternidade constitui a rede de relações fundamentais para a construção da família humana criada por Deus.

Infelizmente, entre a primeira criação narrada no livro do Gênesis e o novo nascimento em Cristo – que torna, os crentes, irmãos e irmãs do «primogênito de muitos irmãos» (Rom 8, 29) –, existe a realidade negativa do pecado, que interrompe tantas vezes a nossa fraternidade de criaturas e deforma continuamente a beleza e nobreza de sermos irmãos e irmãs da mesma família humana. Caim não só não suporta o seu irmão Abel, mas mata-o por inveja, cometendo o primeiro fratricídio. «O assassinato de Abel por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a ser irmãos. A sua história (cf. Gen 4, 1-16) põe em evidência o difícil dever, a que todos os homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros».[2]

Também na história da família de Noé e seus filhos (cf. Gen 9, 18-27), é a falta de piedade de Caim para com seu pai, Noé, que impele este a amaldiçoar o filho irreverente e a abençoar os outros que o tinham honrado, dando assim lugar a uma desigualdade entre irmãos nascidos do mesmo ventre.

Na narração das origens da família humana, o pecado de afastamento de Deus, da figura do pai e do irmão torna-se uma expressão da recusa da comunhão e traduz-se na cultura da servidão (cf. Gen 9, 25-27), com as consequências daí resultantes que se prolongam de geração em geração: rejeição do outro, maus-tratos às pessoas, violação da dignidade e dos direitos fundamentais, institucionalização de desigualdades. Daqui se vê a necessidade de uma conversão contínua à Aliança levada à perfeição pela oblação de Cristo na cruz, confiantes de que, «onde abundou o pecado, superabundou a graça (…) por Jesus Cristo» (Rom 5, 20.21). Ele, o Filho amado (cf. Mt 3, 17), veio para revelar o amor do Pai pela humanidade. Todo aquele que escuta o Evangelho e acolhe o seu apelo à conversão, torna-se, para Jesus, «irmão, irmã e mãe» (Mt 12, 50) e, consequentemente, filho adotivo de seu Pai (cf. Ef 1, 5).

No entanto, os seres humanos não se tornam cristãos, filhos do Pai e irmãos em Cristo por imposição divina, isto é, sem o exercício da liberdade pessoal, sem se converterem livremente a Cristo. Ser filho de Deus requer que primeiro se abrace o imperativo da conversão: «Convertei-vos – dizia Pedro no dia de Pentecostes – e peça cada um o batismo em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do Espírito Santo» (Act 2, 38). Todos aqueles que responderam com a fé e a vida àquela pregação de Pedro, entraram na fraternidade da primeira comunidade cristã (cf. 1 Ped 2, 17; Act 1, 15.16; 6, 3; 15, 23): judeus e gregos, escravos e homens livres (cf. 1 Cor 12, 13; Gal 3, 28), cuja diversidade de origem e estado social não diminui a dignidade de cada um, nem exclui ninguém do povo de Deus. Por isso, a comunidade cristã é o lugar da comunhão vivida no amor entre os irmãos (cf. Rom 12, 10; 1 Tes 4, 9; Heb 13, 1; 1 Ped 1, 22; 2 Ped 1, 7).

Tudo isto prova como a Boa Nova de Jesus Cristo – por meio de Quem Deus «renova todas as coisas» (Ap 21, 5)[3] – é capaz de redimir também as relações entre os homens, incluindo a relação entre um escravo e o seu senhor, pondo em evidência aquilo que ambos têm em comum: a filiação adotiva e o vínculo de fraternidade em Cristo. O próprio Jesus disse aos seus discípulos: «Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai» (Jo 15, 15).

As múltiplas faces da escravatura, ontem e hoje

3. Desde tempos imemoriais, as diferentes sociedades humanas conhecem o fenômeno da sujeição do homem pelo homem. Houve períodos na história da humanidade em que a instituição da escravatura era geralmente admitida e regulamentada pelo direito. Este estabelecia quem nascia livre e quem, pelo contrário, nascia escravo, bem como as condições em que a pessoa, nascida livre, podia perder a sua liberdade ou recuperá-la. Por outras palavras, o próprio direito admitia que algumas pessoas podiam ou deviam ser consideradas propriedade de outra pessoa, a qual podia dispor livremente delas; o escravo podia ser vendido e comprado, cedido e adquirido como se fosse uma mercadoria qualquer.

Hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura – delito de lesa humanidade[4] – foi formalmente abolida no mundo. O direito de cada pessoa não ser mantida em estado de escravidão ou servidão foi reconhecido, no direito internacional, como norma inderrogável.

Mas, apesar de a comunidade internacional ter adotado numerosos acordos para pôr termo à escravatura em todas as suas formas e ter lançado diversas estratégias para combater este fenômeno, ainda hoje milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades – são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura.

Penso em tantos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico ao trabalho agrícola, da indústria manufatureira à mineração, tanto nos países onde a legislação do trabalho não está conforme às normas e padrões mínimos internacionais, como – ainda que ilegalmente – naqueles cuja legislação protege o trabalhador.

Penso também nas condições de vida de muitos migrantes que, ao longo do seu trajeto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, despojados dos seus bens ou abusados física e sexualmente. Penso em tantos deles que, chegados ao destino depois de uma viagem duríssima e dominada pelo medo e a insegurança, ficam detidos em condições às vezes desumanas. Penso em tantos deles que diversas circunstâncias sociais, políticas e econômicas impelem a passar à clandestinidade, e naqueles que, para permanecer na legalidade, aceitam viver e trabalhar em condições indignas, especialmente quando as legislações nacionais criam ou permitem uma dependência estrutural do trabalhador migrante em relação ao dador de trabalho como, por exemplo, condicionando a legalidade da estadia ao contrato de trabalho... Sim! Penso no «trabalho escravo».

Penso nas pessoas obrigadas a prostituírem-se, entre as quais se contam muitos menores, e nas escravas e escravos sexuais; nas mulheres forçadas a casar-se, quer as que são vendidas para casamento quer as que são deixadas em sucessão a um familiar por morte do marido, sem que tenham o direito de dar ou não o próprio consentimento.

Não posso deixar de pensar a quantos, menores e adultos, são objeto de tráfico e comercialização para remoção de órgãos, para ser recrutados como soldados, para servir de pedintes, para atividades ilegais como a produção ou venda de drogas, ou para formas disfarçadas de adoção internacional.

Penso, enfim, em todos aqueles que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas, servindo os seus objetivos como combatentes ou, especialmente no que diz respeito às meninas e mulheres, como escravas sexuais. Muitos deles desaparecem, alguns são vendidos várias vezes, torturados, mutilados ou mortos.

Algumas causas profundas da escravatura

4. Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objetos. Com a força, o engano, a coação física ou psicológica, a pessoa humana – criada à imagem e semelhança de Deus – é privada da liberdade, mercantilizada, reduzida a propriedade de alguém; é tratada como meio, e não como fim.

Juntamente com esta causa ontológica – a rejeição da humanidade no outro –, há outras causas que concorrem para se explicar as formas atuais de escravatura. Entre elas, penso em primeiro lugar na pobreza, no subdesenvolvimento e na exclusão, especialmente quando os três se aliam com a falta de acesso à educação ou com uma realidade caracterizada por escassas, se não mesmo inexistentes, oportunidades de emprego. Não raro, as vítimas de tráfico e servidão são pessoas que procuravam uma forma de sair da condição de pobreza extrema e, dando crédito a falsas promessas de trabalho, caíram nas mãos das redes criminosas que gerem o tráfico de seres humanos. Estas redes utilizam habilmente as tecnologias informáticas modernas para atrair jovens e adolescentes de todos os cantos do mundo.

Entre as causas da escravatura, deve ser incluída também a corrupção daqueles que, para enriquecer, estão dispostos a tudo. Na realidade, a servidão e o tráfico das pessoas humanas requerem uma cumplicidade que muitas vezes passa através da corrupção dos intermediários, de alguns membros das forças da polícia, de outros atores do Estado ou de variadas instituições, civis e militares. «Isto acontece quando, no centro de um sistema econômico, está o deus dinheiro, e não o homem, a pessoa humana. Sim, no centro de cada sistema social ou econômico, deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é deslocada e chega o deus dinheiro, dá-se esta inversão de valores».[5]

Outras causas da escravidão são os conflitos armados, as violências, a criminalidade e o terrorismo. Há inúmeras pessoas raptadas para ser vendidas, recrutadas como combatentes ou exploradas sexualmente, enquanto outras se vêem obrigadas a emigrar, deixando tudo o que possuem: terra, casa, propriedades e mesmo os familiares. Estas últimas, impelidas a procurar uma alternativa a tão terríveis condições, mesmo à custa da própria dignidade e sobrevivência, arriscam-se assim a entrar naquele círculo vicioso que as torna presa da miséria, da corrupção e das suas consequências perniciosas.

Um compromisso comum para vencer a escravatura

5. Quando se observa o fenômeno do comércio de pessoas, do tráfico ilegal de migrantes e de outras faces conhecidas e desconhecidas da escravidão, fica-se frequentemente com a impressão de que o mesmo tem lugar no meio da indiferença geral.

Sem negar que isto seja, infelizmente, verdade em grande parte, apraz-me mencionar o enorme trabalho que muitas congregações religiosas, especialmente femininas, realizam silenciosamente, há tantos anos, a favor das vítimas. Tais institutos atuam em contextos difíceis, por vezes dominados pela violência, procurando quebrar as cadeias invisíveis que mantêm as vítimas presas aos seus traficantes e exploradores; cadeias, cujos elos são feitos não só de subtis mecanismos psicológicos que tornam as vítimas dependentes dos seus algozes, através de chantagem e ameaça a eles e aos seus entes queridos, mas também através de meios materiais, como a apreensão dos documentos de identidade e a violência física. A atividade das congregações religiosas está articulada a três níveis principais: o socorro às vítimas, a sua reabilitação sob o perfil psicológico e formativo e a sua reintegração na sociedade de destino ou de origem.

Este trabalho imenso, que requer coragem, paciência e perseverança, merece o aplauso da Igreja inteira e da sociedade. Naturalmente o aplauso, por si só, não basta para se pôr termo ao flagelo da exploração da pessoa humana. Faz falta também um tríplice empenho a nível institucional: prevenção, proteção das vítimas e ação judicial contra os responsáveis. Além disso, assim como as organizações criminosas usam redes globais para alcançar os seus objetivos, assim também a ação para vencer este fenômeno requer um esforço comum e igualmente global por parte dos diferentes atores que compõem a sociedade.

Os Estados deveriam vigiar para que as respectivas legislações nacionais sobre as migrações, o trabalho, as adoções, a transferência das empresas e a comercialização de produtos feitos por meio da exploração do trabalho sejam efetivamente respeitadoras da dignidade da pessoa. São necessárias leis justas, centradas na pessoa humana, que defendam os seus direitos fundamentais e, se violados, os recuperem reabilitando quem é vítima e assegurando a sua incolumidade, como são necessários também mecanismos eficazes de controle da correta aplicação de tais normas, que não deixem espaço à corrupção e à impunidade. É preciso ainda que seja reconhecido o papel da mulher na sociedade, intervindo também no plano cultural e da comunicação para se obter os resultados esperados.

As organizações intergovernamentais são chamadas, no respeito pelo princípio da subsidiariedade, a implementar iniciativas coordenadas para combater as redes transnacionais do crime organizado que gerem o mercado de pessoas humanas e o tráfico ilegal dos migrantes. Torna-se necessária uma cooperação em vários níveis, que englobe as instituições nacionais e internacionais, bem como as organizações da sociedade civil e do mundo empresarial.

Com efeito, as empresas[6] têm o dever não só de garantir aos seus empregados condições de trabalho dignas e salários adequados, mas também de vigiar para que não tenham lugar, nas cadeias de distribuição, formas de servidão ou tráfico de pessoas humanas. A par da responsabilidade social da empresa, aparece depois a responsabilidade social do consumidor. Na realidade, cada pessoa deveria ter consciência de que «comprar é sempre um ato moral, para além de econômico».[7]

As organizações da sociedade civil, por sua vez, têm o dever de sensibilizar e estimular as consciências sobre os passos necessários para combater e erradicar a cultura da servidão.

Nos últimos anos, a Santa Sé, acolhendo o grito de sofrimento das vítimas do tráfico e a voz das congregações religiosas que as acompanham rumo à libertação, multiplicou os apelos à comunidade internacional pedindo que os diversos atores unam os seus esforços e cooperem para acabar com este flagelo.[8] Além disso, foram organizados alguns encontros com a finalidade de dar visibilidade ao fenômeno do tráfico de pessoas e facilitar a colaboração entre os diferentes atores, incluindo peritos do mundo acadêmico e das organizações internacionais, forças da polícia dos diferentes países de origem, trânsito e destino dos migrantes, e representantes dos grupos eclesiais comprometidos em favor das vítimas. Espero que este empenho continue e se reforce nos próximos anos.

Globalizar a fraternidade, não a escravidão nem a indiferença

6. Na sua atividade de «proclamação da verdade do amor de Cristo na sociedade»,[9] a Igreja não cessa de se empenhar em ações de carácter caritativo guiada pela verdade sobre o homem. Ela tem o dever de mostrar a todos o caminho da conversão, que induz a voltar os olhos para o próximo, a ver no outro – seja ele quem for – um irmão e uma irmã em humanidade, a reconhecer a sua dignidade intrínseca na verdade e na liberdade, como nos ensina a história de Josefina Bakhita, a Santa originária da região do Darfur, no Sudão. Raptada por traficantes de escravos e vendida a patrões desalmados desde a idade de nove anos, haveria de tornar-se, depois de dolorosas vicissitudes, «uma livre filha de Deus» mediante a fé vivida na consagração religiosa e no serviço aos outros, especialmente aos pequenos e fracos. Esta Santa, que viveu a cavalo entre os séculos XIX e XX, é também hoje testemunha exemplar de esperança[10] para as numerosas vítimas da escravatura e pode apoiar os esforços de quantos se dedicam à luta contra esta «ferida no corpo da humanidade contemporânea, uma chaga na carne de Cristo».[11]

Nesta perspectiva, desejo convidar cada um, segundo a respectiva missão e responsabilidades particulares, a realizar gestos de fraternidade a bem de quantos são mantidos em estado de servidão. Perguntemo-nos, enquanto comunidade e indivíduo, como nos sentimos interpelados quando, na vida quotidiana, nos encontramos ou lidamos com pessoas que poderiam ser vítimas do tráfico de seres humanos ou, quando temos de comprar, se escolhemos produtos que poderiam razoavelmente resultar da exploração de outras pessoas. Há alguns de nós que, por indiferença, porque distraídos com as preocupações diárias, ou por razões econômicas, fecham os olhos. Outros, pelo contrário, optam por fazer algo de positivo, comprometendo-se nas associações da sociedade civil ou praticando no dia-a-dia pequenos gestos como dirigir uma palavra, trocar um cumprimento, dizer «bom dia» ou oferecer um sorriso; estes gestos, que têm imenso valor e não nos custam nada, podem dar esperança, abrir estradas, mudar a vida a uma pessoa que tateia na invisibilidade e mudar também a nossa vida face a esta realidade.

Temos de reconhecer que estamos perante um fenômeno mundial que excede as competências de uma única comunidade ou nação. Para vencê-lo, é preciso uma mobilização de dimensões comparáveis às do próprio fenômeno. Por esta razão, lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo,[12] o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45).

Sabemos que Deus perguntará a cada um de nós: Que fizeste do teu irmão? (cf. Gen 4, 9-10). A globalização da indiferença, que hoje pesa sobre a vida de tantas irmãs e de tantos irmãos, requer de todos nós que nos façamos artífices de uma globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e que Deus coloca nas nossas mãos.

Vaticano, 8 de Dezembro de 2014.

FRANCISCUS


[1] N. 1. 

[2] Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2014, 2. 

[3] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 11. 

[4] Cf. Discurso à Delegação internacional da Associação de Direito Penal (23 de Outubro de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 30/X/2014), 9. 

[5] Discurso aos participantes no Encontro mundial dos Movimentos Populares (28 de Outubro de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 06/XI/2014), 9. 

[6] Cf. Pontifício Conselho «Justiça e Paz», La vocazione del leader d’impresa. Una riflessione (Milão e Roma, 2013). 

[7] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 66. 

[8] Cf. Mensagem ao Senhor Guy Rydes, Director-Geral da Organização Internacional do Trabalho, por ocasião da 103ª sessão da Conferência da O.I.T. (22 de Maio de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 05/VI/2014), 7. 

[9] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 5. 

[10] «Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava “redimida”, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus» ( Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 3). 

[11] Discurso aos participantes na II Conferência Internacional « Combating Human Trafficking: Church and Law Enforcement in partnership» (10 de Abril de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 17/IV/2014), 8; cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 270. 

[12] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 24; 270.


Com informações da CNBB

Vaticano divulga primeiro documento para o Sínodo

Parte do relatório elaborado pela última Assembleia Extraordinária, realizada no último mês de outubro, integra o primeiro dos documentos a serem apresentados pelo Vaticano para a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. A reunião sinodal acontecerá no período de 4 a 25 de outubro de 2015 com a participação de padres sinodais de diversas partes do mundo.


O próximo Sínodo debaterá “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Será uma continuação das reflexões iniciadas em 2014 sobre os desafios da evangelização da família. A realização do Sínodo em duas etapas foi escolha do papa Francisco, que pela primeira vez adotou esse modelo para os trabalhos da Assembleia.

O texto foi divulgado pelo Vaticano na terça-feira, 9. Intitulado de lineamenta, traz reflexões da Assembleia Extraordinária, que antecedeu o Sínodo Ordinário. O documento está organizado em três partes: “A escuta – o contexto e os desafios sobre família”, “O olhar sobre Cristo: o Evangelho da Família” e “O confronto: perspectivas pastorais”.

Para facilitar o aprofundamento dos temas contidos no relatório, foram acrescentadas à lineamenta algumas perguntas que ajudarão a elaborar o Instrumentum laboris  (Documento de Trabalho) da próxima Assembleia.

A primeira versão do Documento publicado em italiano foi enviada às Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Orientais Católicas sui iuris, à União dos Superiores Religiosos e aos Dicastérios da Cúria Romana.  A proposta é que ele seja estudado e debatido nas comunidades, com a participação dos fiéis. Os resultados dessa consulta serão enviados à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos até 15 de abril do próximo ano.

Com informações da CNBB

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Encerramento do festejo de Nossa Senhora da Conceição

A Comunidade Santa Tereza realizou na noite de ontem, dia 8 de Dezembro, o encerramento da festividade de Nossa Senhora da Conceição. As 18:00hs na capela da comunidade, deu-se inicio a reza do Terço Mariano, seguida da procissão luminosa que percorreu algumas ruas da comunidade. Com o término da procissão, realizou-se uma Missa Campal, presidida por nosso pároco, Pe. Raimundo Brito. Em sua homilia, enfatizou a importância de Maria para todo o povo de Deus, pois foi por meio dela que veio ao mundo Jesus Cristo, Salvador da humanidade, e que a Igreja Católica declara Maria Imaculada, porque ela concebeu virgem por obra do Espírito Santo, tudo conforme a plano de Deus, falou também que por Eva, entrou o pecado no mundo e por Maria a salvação.

Nos ritos finais, a coordenação do festejo agradeceu a todos os colaboradores da festa, pastorais, grupos, movimentos e aos padres e bispo que celebraram durante as nove noites de festa. Após os agradecimentos, os acólitos da comunidade fizeram uma coreografia da música Maria e o Anjo de Anjos de Resgate, e como era a ultima noite da festividade, foi o memento de fazer a consagração à Nossa Senhora da Conceição, então, Pe. Brito deu a benção final, encerrando a Santa Missa.



Para encerrar a festividade, o Ministério Vida Nova animou todo povo presente, fazendo-os dançar e louvar a Deus pela interseção de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

E Viiivvaaa Nossa Senhora da Conceição!!! Viiivvaaa!!!

Veja abaixo fotos do encerramento:




















segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Hoje é o dia de Nossa Senhora da Conceição!!!

Dia 08 de Dezembro, este é dia em que nossa Igreja dedica a Nossa Senhora da Conceição. Por isso, hoje está realiza-se o encerramento de duas festividades em honra a Maria, Mãe de Jesus, na cidade de Zé Doca. 

Um festejo está sendo realizado na Comunidade Quadro, que faz parte da Paróquia São João Batista de La Salle e Nossa Senhora Aparecida. A procissão está marcada para 17:00 com saída da Capela da comunidade, seguida de missa. 

A outra festividade, é na Comunidade Santa Tereza, que hoje, as 17:30 dará inicio a procissão luminosa, com saída da capela comunidade, seguida da Santa Missa. Após a Celebração terá venda de comidas e bebidas, e um show com o Ministério Vida Nova.

Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Grajaú: fazendeiro ameaça padre que denunciou trabalho escravo

O padre missionário italiano Marcos Bassani, que reside no povoado de Alto Brasil e presta serviços à Diocese de Grajaú-MA, foi intimidado com tom de ameaça em sua própria residência após denunciar o trabalho escravo na região em sua coluna no blog Grajaú de Fato. O trabalho escravo é prática criminosa e violadora dos Direitos Humanos, comum no Estado do Maranhão, sobretudo em fazendas.
Padre Marcos é missionário no Estado do Maranhão desde 2002, quando chegou ao Brasil para assumir a paróquia de Dom Pedro e a quase paróquia de São José dos Basílios. Nessas localidades, também prestou relevante serviço social em defesa dos marginalizados e oprimidos pelo poder político oligárquico da região e em prol da redução das desigualdades sociais.
Em sua missão profética, o missionário sempre denunciou as situações de desrespeito à dignidade da pessoa humana, que, aliás, é fundamento da República Federativa do Brasil e princípio fundamental universal, que deve ser resguardado, promovido e defendido por qualquer pessoa.
O padre explica que não teve intenção de caluniar ou difamar ninguém, mas apenas denunciar essa prática atroz, criminosa e mediévica que ceifa vidas e desconstrói sonhos e esperanças de pessoas que vendem sua força de trabalho para conseguir melhores condições de vida para si e para a família. Embora a denúncia no blog tenha sido ilustrada com um caso emblemático, não pretendeu desconstruir reputação de ninguém, nem tampouco imputar fato criminoso a alguém de maneira irresponsável.
Por sentir-se amedrontado com a ameaça que recebeu em sua residência, e reiterada em outro ponto do povoado, registrou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e espera que tudo se resolva o mais rápido possível da melhor forma.

Fonte: CNBB NE5

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ATA DE POSSE E DE INÍCIO DO SERVIÇO PASTORAL EPISCOPAL DO BISPO DOM JOÃO (JAN) KOT, OMI NA DIOCESE DE ZÉ DOCA (MA)



Aos 8 (oito) dias do mês de novembro do ano de 2014 (dois mil e catorze), às 19:00 horas, na praça da Catedral de Santo Antônio preparada para o acontecimento, houve a Solene Concelebração da Eucaristia, durante a qual  Dom João (Jan) Kot, OMI tomou Posse da Diocese de Zé Doca e iniciou o Serviço pastoral episcopal. O Povo era muito numeroso vindo de todas as Paróquias, Comunidades e povoados da Diocese de Zé Doca e das Dioceses vizinhas tendo uma representação dos amigos de Dom João vindos de Pernambuco, Piauí e São Paulo. A multidão estava muito animada e empolgada.  Na Praça a missa foi transmitida ao vivo pela Rede Vida de Televisão (canal 12); foram instalados dois telões na praça para melhor acompanhar a Celebração. Notamos a presença de quase todos os Bispos do Regional Nordeste 5 (Maranhão) e, quem não participou, apresentou as suas justificativas: Dom José Belisário da Silva, OFM, Arcebispo de São Luís e Vice-Presidente da CNBB nacional; Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz e Presidente do Regional NE 5 da CNBB – MA; Dom Sebastião Lima Duarte, Bispo de Viana e originário da Diocese de Zé Doca; Dom Vilsom Basso scj, Bispo de Caxias do Maranhão; Dom Armando Martín Gutiérrez, FAM, Bispo de Bacabal; Dom Elio Rama, IMC, Bispo de Pinheiro, Dom Sebastião Bandeira, Bispo de Coroatá; Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, Bispo Emérito de Viana; Dom Walmir Alberto Valle, IMC, Bispo Emérito de Joaçaba-SC; Dom Eduardo Zielski, Bispo de Campo Maior-PI; Mons. Tomasz Grysa, representante da Nunciatura Apostólica no Brasil, o Padre Provincial dos Oblatos de Maria Imaculada, Padre Francisco Rubeaux, junto com outros Padres da mesma Congregação; diversos Padres amigos do Bispo Dom João; notamos a presença de todos os Padres do Presbitério de Zé Doca, numerosos Religiosos e Religiosas da mesma Diocese junto com Padres, Religiosos e Religiosas vindos de outras Dioceses e amigos do novo Bispo; notamos também a presença de autoridades do Poder governativo, legislativo, Poder Judiciário e autoridades militares.
Ao chegar à porta da Catedral Dom João foi recebido por Dom Carlo Ellena que lhe apresentou o Crucifixo para beijar, lhe entregou o aspersório com o qual Dom João aspergiu a si e aos presentes. Dom João foi conduzido por Dom Carlo à Capela do Santíssimo Sacramento, onde ficaram alguns minutos em Adoração. Na Catedral já se encontravam os Bispos e Padres concelebrantes prontos para sair em procissão rumo ao lugar da Celebração na parte externa do Templo. A procissão saiu da Catedral e dirigiu-se ao palco preparado na Praça da Catedral cantando “Igreja Santa, Templo do Senhor...”. Depois da saudação inicial ao povo de Deus reunido, feita pelo Bispo Dom Carlo Ellena e a apresentação dos Bispos Concelebrantes, houve a apresentação da Bula Papal de nomeação do novo Bispo ao Colégio dos Padres Consultores e a leitura da mesma feita por parte do Vigário Geral e Pároco da Catedral Monsenhor Raimundo Brito dos Santos. Logo após Dom Carlo convidou Dom João para sentar-se na Cátedra; entregou o Báculo Pastoral a Dom João, que assumiu oficialmente a administração da Diocese de Zé Doca. Dom José Belisário da Silva, OFM, Arcebispo de São Luís do Maranhão, saudou e apresentou o novo Bispo à Assembleia e ao Clero. Em seguida o Clero, os Religiosos e as Religiosas, os representantes das diversas pastorais, movimentos e dos Leigos aproximaram-se do novo Bispo manifestando obediência e respeito.
Em seguida Dom João desceu do altar para saudar o povo, acompanhado do canto “Mestre, onde moras...” Naquele instante o novo Bispo assumiu a presidência da Celebração. Seguiu-se o canto do Glória. A Liturgia da Palavra iniciou com a entronização da Bíblia Sagrada acompanhada do canto “Tua Palavra é luz do meu caminho”. Depois da proclamação da Palavra de Deus houve a Homilia: nela Dom João afirmou a sua gratidão a Deus, ao Papa Francisco e a Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada; destacou a boa vontade que o anima nesta nova missão; a confiança em Deus e pediu a colaboração de todos. A Celebração continuou com a Profissão de fé (Creio em Deus) e a Oração dos fiéis. A Celebração Eucarística desenvolveu-se, como de costume, bem animada pelos cantos e aclamações. Os ritos finais concluíram a solene Concelebração com algumas manifestações de sentimentos e agradecimentos: Padre Paulo Ricardo, Coordenador Diocesano de Pastoral agradeceu a Dom Carlo e deu as Boas-vindas a Dom João; Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz e Presidente do Regional NE 5 da CNBB, deixou a sua mensagem ao novo membro do mesmo Regional; Padre André Luís Brás Lima, Pároco da Paróquia da Cidade de Centro do Guilherme e representante do Clero da Diocese de Zé Doca e a Irmã Deusa Maria dos Santos Vieira da Comunidade das Oblatas do Sagrado Coração de Jesus em Governador Nunes Freire deixaram a mensagem ao novo Bispo em nome dos Padres e dos Religiosos e Religiosas da Diocese; em nome dos Leigos falou o senhor Nonato Paiva. O Padre Provincial dos Oblatos de Maria Imaculada, Padre Francisco Rubeaux, manifestou a alegria pelo Papa ter escolhido um Padre da sua Congregação como
Bispo de Zé Doca. Dom Carlo, agora Bispo emérito da Diocese de Zé Doca, se despediu do povo todo num clima de serenidade, tranquilidade por ter cumprido, segundo as suas possibilidades, a vontade de Deus nestas terras do Maranhão: manifestou também a alegria por entregar nas mãos jovens e experimentadas de Dom João a Diocese de Zé Doca. Entregou ao novo Bispo um presente pessoal: um avental, uma toalha, uma jarra e uma bacia a significar o âmago do Ministério do Bispo que é o serviço aos pobres: Agradeceu também a colaboração e disponibilidade recebidas, nestes anos, dos Padres, Religiosos e Religiosas, Leigos e Leigas e todo o povo de Deus, que abraça com saudade. Concluiu os momentos finais da Celebração a fala de Dom João, recebida com muitos aplausos, sinais de acolhida entusiasta do nosso povo.  O Padre Raimundo Pereira de Almeida, Pároco da Paróquia de Maranhãozinho e Decano do Colégio dos Consultores da Diocese leu a presente Ata de Posse que foi, a seguir, assinada pelos Bispos Presentes.



Zé Doca, 08 de novembro do ano de 2014